No dia 3 de março, aconteceu a primeira reunião de representantes sindicais do Sinpeem. A reunião foi encabeçada pelo presidente do sindicato nos moldes habituais: com uma “apresentação de abertura” de quase 1 hora e apenas 1 minuto para cada inscrito no plenário contribuir com o “debate”.
O presidente discorreu sobre ações jurídicas em curso; dias de trabalho na pandemia; o PDE; a luta contra o confisco das aposentadorias; e a Lei 18.221/24, que retira direitos dos professores readaptados ou em licença saúde por mais de 30 dias. Vale lembrar que desde a apresentação da nova Lei, a direção da COEDUC tem se limitado a ações judiciais que, como alertamos, não seriam suficientes para barrar este ataque, apoiando-se em liminares em vez da mobilização. Assim, lamentavelmente, sofremos mais uma derrota. Por último, foi tratado da Campanha Salarial de 2026.
Ficou evidente na “apresentação” da direção sindical o desacordo que há com o Fórum de Entidades constituído pela Aprofem, Sindsep e outros, em que a COEDUC (Sinpeem, Sinesp e Sedin), mais uma vez, aposta na divisão dos servidores municipais diante da luta pelos seus direitos e salários. A justificativa para isso, segundo a direção da COEDUC, é o suposto acordo dos outros sindicatos do Fórum sobre a política de remuneração com subsídios do governo Nunes (MDB). Já sabemos onde a tática de realizar mobilizações e paralisações divididos vai nos levar…
Todas as intervenções dos professores da Oposição chamaram à unidade das categorias de servidores e seus sindicatos; contra a política privatista e a retirada de direitos; contra a precarização da educação pública, que segue a “cartilha” do governador Tarcísio (Republicanos). Aliás, a Apeoesp – que reúne professores do Estado de São Paulo – também está na Campanha Salarial e temos todos os motivos para nos somarmos em uma grande luta dos trabalhadores da educação para pôr abaixo os governos Nunes-Tarcísio. Mas, pelo visto, não é bem assim o desejo das direções sindicais. A “novela” da política da direção sindical da COEDUC já conhecemos: não mobilizam a categoria, não fazem nenhuma discussão com a base e, depois, culpam a categoria pelas derrotas que eles mesmos dirigem.
A classe trabalhadora não está desanimada. No Brasil e no mundo vemos o ódio crescente dos trabalhadores contra as elites e seus governos. Estamos lutando por direitos e melhores condições de vida, diante dos maiores escândalos de corrupção antes vistos. Entre os servidores de São Paulo não é diferente. Nossas categorias são de luta e se colocam em combate, como a história já provou, mas já estamos cansados das mesmas táticas que nos levam à derrota e se limitam a chamada “pressão parlamentar” sobre a reacionária Câmara de Vereadores e a Prefeitura de Nunes! Temos que discutir verdadeiras ações de greve e do movimento de massas com toda a categoria, respaldando a luta com um fundo de greve; carros de som em que todos tenham direito à voz; materiais públicos e diretores sindicais nas escolas, conversando com nossas bases!
Nós, Professores Comunistas (Internacional Comunista Revolucionária), vamos defender a unidade entre a classe trabalhadora e os servidores municipais, entendendo que só a luta mudará nossas vidas, ao mesmo tempo em que é necessário avançar nossa consciência de classe e explicar a necessidade de derrubarmos esse sistema de exploração, o capitalismo, e construir uma nova sociedade comunista para termos nossas necessidades plenamente atendidas de forma duradoura. Chamamos todos os trabalhadores da educação a pressionarem pela unidade da luta nos diferentes sindicatos que nos representam! Se você quer se tornar um Comunista, entre em contato conosco por meio de nossas redes!
-Pela unidade na luta para derrotar Nunes-Tarcísio!
-Por reajuste salarial digno e fim do arrocho!
-Por melhores condições de trabalho!
-Pelo fim do confisco aos aposentados!
-Pela reposição do quadro de funcionários nas escolas! Concurso público já!
-Pelo fim das parcerias público-privadas e mais verba para a educação!
-Abaixo a Reforma Administrativa! Pagamento retroativo de todos os direitos e carreira retirados pelo governo Bolsonaro na pandemia!
