Por algum tempo, os desfiles militares se tornaram resquícios obscuros do passado. O imperialismo americano era poderoso demais. Qualquer outro país que exibisse seu poderio militar para o mundo apenas sublinharia a grande discrepância entre os EUA e todos os outros. Já não é mais assim.
O desfile militar da semana passada em Pequim, o maior da história chinesa, marcou uma mudança importante. Dez mil soldados marcharam ao lado de centenas de veículos, aviões, submarinos e outros equipamentos militares com precisão e rigor de nível olímpico. Em comparação, o recente desfile militar de Donald Trump em Washington parecia um grupo de crianças marchando por um parque de diversões.
Aparentemente, a resposta de Donald Trump ao desfile militar chinês foi renomear o Departamento de Defesa para Departamento de Guerra. Uma mudança que não significa nada, exceto adequar o nome ao seu verdadeiro propósito.
Enquanto isso, os comentários na imprensa ocidental oscilaram do histérico ao absurdo. Os liberais, como de costume, lamentaram o grande número de “líderes autoritários” na China durante o desfile e a reunião anterior da Organização de Cooperação de Xangai.
Mas desde quando os EUA têm problemas com líderes autoritários? O imperialismo americano apoiou alguns dos regimes mais reacionários e autoritários da história. Basta mencionar a Arábia Saudita, a fonte do fundamentalismo islâmico; ou o Estado israelense – a “única democracia no Oriente Médio”! – que vem travando uma guerra genocida em Gaza há quase dois anos.
Ganhos rápidos
Essa desaprovação moralista não passou de uma cortina de fumaça para a gravidade da situação, expressa pela comoção dos comentaristas mais sérios.
Por décadas, nenhum deles subestimou o poderio militar da China. Mas a revista Foreign Policy chegou ao ponto de afirmar, na manchete de seu artigo sobre o desfile, que as Forças Armadas da China Agora Estão Liderando. A revista escreveu:
“Entre os destaques estava a exibição de aeronaves que servirão a bordo da crescente frota de porta-aviões da China, que conta atualmente com três navios, mas provavelmente será acompanhada nos próximos anos por pelo menos um superporta-aviões com propulsão nuclear, tão grande e capaz quanto a nova classe Gerald Ford da Marinha dos EUA. Quatro novos tipos de drones “acompanhantes leais” foram revelados — aviões furtivos não tripulados projetados para voar ao lado de aeronaves tripuladas e receber missões delas. E pelo menos quatro sistemas de mísseis antinavio e de ataque terrestre inéditos estavam em exibição, bem como um novo submarino não tripulado e novos torpedos.”
O desfile, é claro, é apenas uma fotografia do que a China quer revelar. Mas é uma fotografia que mostra claramente a direção das coisas. Tomemos como exemplo os porta-aviões, as armas mais complexas já fabricadas, com a capacidade de enviar o equivalente a uma pequena, mas muito poderosa, força aérea para qualquer lugar do globo. Existem 21 porta-aviões operacionais no mundo com uma tonelagem superior a 65.000. Os EUA têm 11 deles, seguidos pela China, com três.
Além disso, os EUA têm nove navios de assalto anfíbio, ligeiramente menores, mas que podem transportar vários milhares de soldados como força expedicionária, juntamente com dezenas de aeronaves e helicópteros de apoio.

É aqui onde precisamos colocar a fotografia em um contexto de uma imagem em movimento. A China só adquiriu seu primeiro porta-aviões, o Liaoning, em 2012. O navio foi motivo de chacota entre os comentaristas por ter sido construído sobre o casco inacabado de um antigo porta-aviões soviético que enferrujava na Ucrânia há duas décadas. Poucos anos depois, em 2019, a China lançou seu segundo porta-aviões, o Shandong. Este era um navio inteiramente construído no país, embora inspirado no antigo projeto soviético do Liaoning.
Em 2022, a China lançou o Fujian, um porta-aviões de design totalmente nacional, que também possuía catapultas eletromagnéticas, uma tecnologia importante que apenas os EUA possuíam anteriormente. Ao mesmo tempo, o país está desenvolvendo pelo menos um superporta-aviões movido a energia nuclear, que provavelmente será o maior do mundo. Mais uma vez, apenas os EUA e a França possuem porta-aviões movidos a energia nuclear.
O que se deve destacar, no entanto, são os avanços quantitativos e qualitativos que a China está realizando e, principalmente, a velocidade desses avanços.
Em outras áreas, como furtividade, sistemas integrados, sistemas de propulsão e logística, os EUA provavelmente estão um pouco à frente. Além disso, os EUA se beneficiam de ampla experiência operacional e integração superior de forças, que proporcionam vantagens estratégicas que vão além de números brutos ou tecnologia.
Mas a questão permanece: a China está recuperando o atraso.
Drones, robôs e mísseis
Enquanto isso, quando se trata de drones, robótica e mísseis – tecnologias que estão mudando a guerra como a conhecemos – a China está na liderança.
A China é a maior exportadora de drones militares do mundo e já desenvolveu tecnologias que colocariam seus drones mais avançados próximos ou em pé de igualdade com os drones americanos mais avançados, que custam várias vezes mais. Também está muito à frente dos EUA em termos de desenvolvimento e integração de drones em suas forças armadas.
O desfile também exibiu o primeiro drone “acompanhante leal” do mundo, pronto para o combate, capaz de escoltar caças como drones de apoio independentes. Os EUA pretendem lançar um este ano. Outro desenvolvimento importante é o porta-drones Jiu Tian, um drone enorme que pode transportar até 100 drones menores por até 7.000 km.

Em termos de drones menores e componentes para drones, que desempenharam o papel mais importante na mudança do campo de batalha na guerra da Ucrânia, por exemplo, a China detém 80% a 90% do mercado mundial. Nesse caso, são empresas privadas, como a DJI, que impulsionam o desenvolvimento. No entanto, a produção, como em muitas outras áreas da indústria, é direcionada para uso duplo.
Da mesma forma, assistimos agora a um enorme crescimento na produção de robôs, onde a China é agora o segundo produtor mundial, depois do Japão. Isso foi acompanhado por enormes avanços na adaptação de robôs no Exército de Libertação Popular. A China não apenas controla toda a cadeia de suprimentos dessas armas, como também as integra aos mais recentes desenvolvimentos em IA e 5G, nos quais o país também é líder mundial.
A China também revelou uma série de novos mísseis, muitos dos quais hipersônicos. Isso significa que eles podem viajar a uma velocidade cinco vezes maior que a do som. A China detém a liderança indiscutível em tecnologia de mísseis hipersônicos, com uma variedade de modelos em operação, enquanto os EUA só recentemente lançaram seu primeiro sistema desse tipo. Esses mísseis são muito difíceis de abater pelas defesas aéreas e representam uma séria ameaça aos porta-aviões e bases militares americanas na região.
Outra revelação foram os mísseis balísticos intercontinentais (ICBM) DF-5C, que podem viajar em alta velocidade, têm um alcance de 20.000 km (ou seja, o globo inteiro) e podem transportar múltiplas ogivas nucleares. Os EUA contam com um único ICBM terrestre, o Minuteman III, em serviço desde 1970. Ele tem um alcance de mais de 9.600 km e carrega uma ogiva nuclear, embora tenha capacidade para mais.
Um artigo recente na International Security indica que mísseis terrestres chineses, sozinhos, poderiam destruir 45% dos aviões americanos em operação no Leste Asiático. Esse, sem dúvida, seria o melhor cenário para os americanos, supondo que suas defesas e capacidades de interferência fossem significativamente aprimoradas.
Base industrial
A chave para todos esses avanços não está na tecnologia militar, mas no desenvolvimento geral da economia chinesa. Nos últimos dez anos, o país desenvolveu uma série de setores avançados, como IA, tecnologias verdes (VEs, energia solar, baterias), trens de alta velocidade, robótica, 5G, biofármacos com IA e energia nuclear. Os avanços na tecnologia militar são um reflexo desses avanços gerais da economia chinesa.
Eles adquirem uma importância muito maior quando combinados com a enorme capacidade de produção que o país construiu. Sigamos o mesmo raciocínio em relação à construção naval. A frota americana de navios de guerra, embora menor em número, tem um deslocamento agregado de 2.758.175 toneladas – deslocamento é uma métrica padrão para frotas navais. A Marinha Chinesa é agora a segunda maior do mundo, com um deslocamento agregado de 1.198.419 toneladas.

Nesses termos, a Marinha dos EUA é mais que o dobro do poder da Marinha chinesa. Mas o cenário começa a mudar quando se considera que os estaleiros chineses têm aproximadamente 230 vezes mais capacidade do que os estaleiros americanos, segundo estimativas recentes, e que grande parte deles é construída para os dois usos: militar e civil.
Pesquisas do CSIS mostram que, de 2019 a 2023, quatro grandes estaleiros chineses produziram 39 navios de guerra, com deslocando agregado de 550.000 toneladas. Em contraste, a Marinha Real do Reino Unido tem um deslocamento agregado estimado em cerca de 399.000 toneladas. Ou seja, em quatro anos, os estaleiros chineses produziram uma tonelagem maior de navios militares do que toda a Marinha Real. Esses números são impressionantes. Mas eles destacam algo muito mais importante: a vasta capacidade da China de repor suas perdas, caso entre em guerra.
Como podemos ver na guerra da Ucrânia, em um confronto militar real entre potências industriais e militares, é justamente essa capacidade industrial, juntamente com o tamanho da população, que, em última análise, determina o resultado.
Desenvolvimento combinado e desigual
A base industrial da China consegue crescer a taxas elevadas porque desfruta do que Trotsky chamou de “privilégio do atraso”. Isso significa que sociedades com baixo nível de desenvolvimento econômico podem, às vezes, saltar certos estágios de crescimento adotando tecnologia moderna, ignorando o árduo processo que levou à sua invenção original.
Da mesma forma, os países antigos e mais avançados são prejudicados por infraestruturas e indústrias obsoletas que perdem sua vantagem competitiva, mas que ainda são lucrativas, embora muito custosas para serem substituídas por novas e mais avançadas. Consequentemente, com o tempo, o desenvolvimento desacelera. Este é o ponto crucial da inércia que vivenciamos no imperialismo ocidental e que está levando a uma grande mudança na situação mundial.
Após a dissolução da União Soviética, o imperialismo norte-americano permaneceu como a única superpotência do planeta. A Rússia encontrava-se em colapso econômico total e a China ainda era relativamente atrasada economicamente. Nenhuma potência, em lugar nenhum, poderia desafiar os EUA.

Mas nas décadas seguintes de boom econômico mundial generalizado, e com base em investimentos ocidentais massivos, o capitalismo chinês começou a se desenvolver. O mesmo aconteceu com uma série de economias menores, como Turquia, Brasil, Indonésia, Rússia e outros chamados mercados emergentes. Esse desenvolvimento foi um dos pilares fundamentais do boom econômico mundial no período anterior. O capital ocidental encontrou novos mercados para investimento, bens foram produzidos a preços mais baixos para serem vendidos nos mercados ocidentais e os capitalistas estavam todos enriquecendo.
Mas o efeito sobre as economias ocidentais foi corrosivo: desindustrialização, maior financeirização e desaceleração do crescimento da produtividade. Enquanto isso, preparou o caminho para a ascensão de um concorrente formidável no Oriente.
Esta não é a primeira vez que um vassalo enfrenta seus antigos senhores – afinal, os próprios EUA já foram colônia da Grã-Bretanha. A China tornou-se uma importante potência econômica e industrial no cenário mundial e agora está construindo um aparato militar à altura. Ao fazê-lo, desafia o imperialismo americano e, consequentemente, também o mundo que se organizava em torno dele.
A revista Foreign Policy chegou a uma conclusão contundente sobre a direção que as coisas estão tomando:
“Para lidar com a deterioração do equilíbrio militar no Leste Asiático, os Estados Unidos poderiam expandir maciçamente sua presença lá, mas parece haver pouca perspectiva de que isso aconteça. A China vem modernizando suas forças armadas há mais de 30 anos, sem uma resposta substancial dos EUA. Por que esperaríamos que isso mudasse agora? E mesmo que Washington superasse sua inércia, qual país asiático concordaria em hospedar todas essas forças e qual ofereceria aos EUA a garantia de que permitiria que seu território fosse usado em uma guerra contra a China?
“Finalmente, se essas barreiras fossem superadas, a China quase certamente responderia com um aumento em seus próprios gastos militares. E, como o desfile militar em Pequim lembrou ao mundo esta semana, uma corrida armamentista agora beneficiaria os pontos fortes de Pequim, não os de Washington.”
Isso tem consequências. É mais um sinal de que as coisas não podem continuar como estão desde o colapso da União Soviética.
Uma nova hegemonia?
A China é a nova hegemonia mundial? Não. Não há perspectivas imediatas para isso e não faz parte dos cálculos da classe dominante chinesa. Primeiro, ela teria que desafiar os EUA, que ainda são uma força formidável. Estes últimos ainda são militar e economicamente muito mais fortes do que qualquer outra nação – mas que, mesmo assim, são incapazes de afirmar o domínio completo sobre o mundo inteiro como o fizeram no passado.
Além disso, não há garantia alguma de que o capitalismo chinês seguirá a mesma trajetória do capitalismo americano. Primeiro, a ascensão dos EUA coincidiu com o início da recuperação do pós-guerra – a mais poderosa recuperação econômica da história mundial. Já a ascensão da China coincide com o início da crise mais profunda da história capitalista.

A enorme superprodução da indústria chinesa irá para o mercado mundial, à medida que o país busca mercados para escoar seus produtos. Mas, em um mercado mundial em retração, isso apenas acelerará a crise geral do sistema a longo prazo. Não se exclui que a China possa se proteger temporariamente dos piores aspectos de tal crise. Mas isso prejudicará o ritmo de expansão do capitalismo chinês.
A China não está substituindo os EUA. Mas seu crescimento está deslocando a antiga configuração. No Leste Asiático, não há dúvida de que a China está emergindo como a força dominante, não apenas econômica, mas também militarmente.
Da mesma forma, na Ásia Central, Europa Oriental, América Latina, África e Oriente Médio, o crescimento da China está produzindo um impacto profundo, de tal forma que os EUA não conseguem mais desempenhar o papel dominante que antes desempenhavam. Em todos os lugares, se veem desafiados por novas forças políticas e potências regionais, que frequentemente se apoiam na China e, em certa medida, na Rússia, como contrapeso. Isso está mudando toda a estrutura das relações mundiais.
Não estamos falando do alvorecer de uma nova era de paz e estabilidade sob uma nova força dirigente, mas de crescentes turbulência e instabilidade à medida que diferentes potências se chocam na luta por mercados, matérias-primas e esferas de influência. Uma luta que certamente será intensificada pela crise do capitalismo mundial.
Meus inimigos se tornam meus amigos
Aqueles no Ocidente que lamentaram a cerimônia em Pequim estavam apenas expressando uma raiva impotente diante da nova situação. Donald Trump, como sempre, expressou de forma mais sincera o sentimento da classe dominante americana: “Por favor, transmitam meus mais calorosos cumprimentos a Vladimir Putin e Kim Jong-un, enquanto conspiram contra os Estados Unidos da América”. Isso resume bem a situação.
No passado, o poderio americano era tal que seus amigos temiam sair da linha e, se o fizessem, meras ameaças seriam suficientes para colocá-los em ordem. Mas o equilíbrio de forças subjacente mudou. Assim, a intimidação americana se torna o seu oposto. Ela empurra cada vez mais nações para a oposição e une aquelas, como China e Índia, que de outra forma teriam um relacionamento tenso.
Isso já estava claro quando os EUA provocaram a guerra na Ucrânia, pressionando a Rússia e a China a estabelecerem uma aproximação estreita. A pressão de Biden para que o mundo aderisse às suas sanções contra a Rússia também saiu pela culatra, com a vasta maioria dos países se recusando.

No último verão, vimos Donald Trump tentar forçar a Índia a cortar relações econômicas com a Rússia. A Índia é uma importante aliada dos Estados Unidos contra a China, e o próprio Modi tem mantido relações pessoais muito próximas com Trump.
Porém, após a imposição de adicionais 25% em tarifas punitivas por Trump para pressionar Modi a aceitar seu pedido, o relacionamento parece ter se deteriorado significativamente. A Índia não apenas manteve seus laços com a Rússia, como também houve relatos de que Modi se recusou a receber quatro telefonemas de Trump para sequer discutir o assunto.
Em vez disso, ele compareceu à Organização de Coordenação de Xangai, em Tianjin, em 31 de agosto, pouco antes do desfile militar, onde, entre outras coisas, foram discutidas uma série de medidas para contornar o sistema financeiro internacional dominado pelos Estados Unidos. Isso não significa que a Índia cortará totalmente os laços com os EUA, mas o relacionamento certamente ficou tenso, e a China está se beneficiando disso.
Com tentáculos alcançando todos os cantos do planeta, enormes riquezas foram canalizadas para os cofres da classe dominante americana. Hoje, esses tentáculos se tornaram os condutores da crise do sistema capitalista global. Em outras palavras, a crise do capitalismo se tornou a crise do imperialismo americano. Como um homem preso em areia movediça, cada movimento do imperialismo americano para se livrar de sua posição deteriorada, todas as suas tentativas de voltar no tempo e se restabelecer, apenas o fazem afundar ainda mais no pântano.
Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!
O alcance do imperialismo americano é único. Nenhuma nação interveio, seja por meios militares, políticos ou econômicos, em mais países do que os Estados Unidos em toda a história. Suas forças terrestres estão instaladas em 750 bases militares ao redor do mundo, e suas forças navais patrulham os oceanos do mundo com centenas de navios e submarinos com armas nucleares. Com essas forças, o império exerce um governo “autoritário” incontestável sobre o mundo desde a queda da União Soviética.

O declínio do imperialismo americano é legitimamente celebrado por trabalhadores e jovens em todo o mundo. Todas as denúncias alarmistas contra os regimes políticos da China, Rússia e outros lugares servem apenas para camuflar seus próprios crimes e mobilizar a opinião pública em apoio à sua tentativa de manter sua brutal dominação mundial.
A palavra de ordem dos comunistas no Ocidente, portanto, é clara: o principal inimigo está em casa! Nenhuma força representa uma ameaça maior à classe trabalhadora do que o imperialismo norte-americano. Não apoiamos intervenções ocidentais em outros países. Seja na China, Rússia, Índia ou em qualquer outro lugar, a libertação da classe trabalhadora é tarefa da própria classe trabalhadora. Nós, como comunistas no Ocidente, apoiaremos sua luta ao combater para derrubar nossas próprias classes dominantes, que dominaram, oprimiram e intimidaram o proletariado mundial por quase um século.
Ao mesmo tempo, não temos ilusões de que a classe dominante chinesa possa, de alguma forma, conduzir a humanidade a um mundo melhor e mais justo. Em última análise, eles representam o mesmo sistema da classe dominante americana: o capitalismo. Seu “anti-imperialismo” só chega até onde convém aos seus próprios interesses. Somente a classe trabalhadora mundial, unida sob a bandeira da revolução socialista mundial, pode derrubar de uma vez por todas o edifício do capitalismo e, com ele, o imperialismo.
