Um procurador federal da Flórida indiciou o líder da Revolução Cubana, Raúl Castro, por conspiração para matar cidadãos americanos e por homicídio. Esta é uma escalada muito perigosa da campanha Trump-Rubio para esmagar a Revolução Cubana e deve ser veementemente repudiada pelo movimento operário internacional. A Internacional Comunista Revolucionária rejeita esta intensificação da agressão dos EUA contra Cuba. Defendemos incondicionalmente a Revolução Cubana.
Agressão e chantagem
A acusação contra Raúl Castro, por um incidente ocorrido há 30 anos, visa enviar uma mensagem muito clara: ou vocês se submetem aos ditames de Washington, ou terão o mesmo destino do presidente venezuelano Maduro.
A acusação contra Raúl, apresentada em 23 de abril, mas só agora divulgada, é o mais recente de uma série de atos agressivos e intimidatórios de chantagem imperialista por parte dos Estados Unidos desde o início do ano. Primeiro veio o bloqueio naval ao petróleo decretado pelo presidente Trump no final de janeiro, que paralisou a economia e a vida cotidiana em Cuba, ameaçando uma catástrofe humanitária. Isso foi seguido por uma série de declarações provocativas, afirmando que os EUA iriam “tomar posse” da ilha.
Em 1º de maio, Marco Rubio anunciou novas sanções econômicas contra Cuba – intensificando o bloqueio criminoso de 60 anos – o que já levou a multinacional canadense de mineração Sherritt International a romper relações com Cuba. Para justificar uma possível ação militar, Cuba é retratada como um país que “abriga e patrocina o terrorismo”, como uma “ameaça à segurança nacional dos EUA” e como “se planejasse ataques com drones em solo americano”. Há uma semana, o diretor da CIA, Ratcliffe, visitou Havana para pressionar pelo cumprimento das exigências americanas. Agora, uma esquadra e o porta-aviões de ataque USS Nimitz foram transferidos para o Caribe.

Não são ameaças vazias, mas medidas muito sérias com o único propósito de esmagar a Revolução Cubana e trazer a ilha de volta ao controle dos EUA. O roteiro vem direto do manual de diplomacia internacional de Vito Corleone: ou vocês fazem o que mandamos, ou usaremos a força bruta.
Humilhado no Irã, o imperialismo estadunidense agora busca uma vitória rápida e “fácil” em Cuba. Tentar destruir a Revolução Cubana foi a política de democratas e republicanos no interesse do imperialismo americano desde 1959, e particularmente desde que o governo revolucionário expropriou o capitalismo.
Pretexto escandaloso
O incidente pelo qual Raúl Castro e outros cinco foram indiciados é o abate, pela Força Aérea Cubana, de duas pequenas aeronaves que violaram o espaço aéreo cubano. Este não foi um incidente isolado, mas o culminar de uma campanha contínua de provocações da organização contrarrevolucionária cubano-americana Irmãos ao Resgate. A organização era liderada pelo terrorista José Basulto, treinado pela CIA, que participou da fracassada invasão da Baía dos Porcos, financiada pela CIA, em 1961.
Cuba havia alertado repetidamente as autoridades americanas sobre a violação do espaço aéreo cubano. Os EUA sabiam perfeitamente que os cubanos não iriam mais tolerar isso, mas não fizeram nenhum esforço para impedir as incursões de terroristas vindos de solo americano.
Os EUA não estão realmente preocupados com uma perda de vidas ocorrida há 30 anos. Estão usando cinicamente este caso como pretexto para chantagem. Imagine se uma potência estrangeira violasse repetidamente o espaço aéreo dos EUA com o objetivo de realizar ataques terroristas ou incitar a população a se rebelar contra o governo. Seriam abatidos imediatamente, sem qualquer aviso prévio.
Terroristas treinados pela CIA e baseados nos EUA realizaram o atentado criminoso contra um voo da Cubana de Aviación em 1978, resultando na morte de 73 pessoas. Os EUA abrigaram e protegeram os responsáveis, impedindo que fossem processados.
Nos últimos meses, os EUA realizaram ataques em águas internacionais no Caribe e no Pacífico, nos quais entre 100 e 200 pessoas foram mortas em execuções extrajudiciais, como parte de uma campanha para aterrorizar a Colômbia e a Venezuela.
Revolução Cubana em perigo!
A Revolução Cubana está em perigo, e o movimento operário mundial deve vir em seu auxílio. É necessária a mais ampla mobilização de massas em toda a América Latina, nos EUA, bem como na Europa e em todo o mundo. Uma derrota da Revolução Cubana seria uma derrota para a causa dos oprimidos em todos os lugares.
O destino da Revolução Cubana será decidido, em última instância, na arena da luta de classes internacional e só pode ser garantido por métodos revolucionários, em Cuba e internacionalmente.
EUA, tirem as mãos de Cuba!
Pelo fim do bloqueio criminoso!
Defender a Revolução Cubana!
Abaixo o imperialismo americano!
