A guerra do imperialismo americano contra o Irã provocou ondas de choque em todo o mundo. O fechamento do Estreito de Ormuz fez os preços dispararem. O militarismo está definitivamente na ordem do dia, e os trabalhadores estão pagando o preço.
Um clima de revolta está se desenvolvendo contra o militarismo, o aumento do custo de vida e o fato de que, por trás da fachada da democracia, esconde-se um mundo governado por bilionários. As pessoas estão repletas de raiva e, como consequência, tirando conclusões cada vez mais radicais. Nossas ideias revolucionárias comunistas estão se conectando com camadas da sociedade mais amplas do que nunca. De forma particular, e principalmente, entre os jovens.
Em comparação com anos anteriores, este ano organizamos muito mais eventos revolucionários no Primeiro de Maio em cidades de todo o mundo. Foi o caso em Estocolmo, Suécia; Bregenz, Áustria; e em muitas cidades do Paquistão, de Peshawar à zona industrial de Landhi, em Karachi.
Este ano, tal como no ano passado, o maior evento organizado pela ICR foi, sem dúvida, a manifestação e o Festival do “Primeiro de Maio Revolucionário” dos nossos camaradas em Copenhagen, na Dinamarca, que atraiu milhares de jovens e trabalhadores.
O que é realmente surpreendente é a quantidade de jovens potencialmente interessados que os comunistas conseguem encontrar em praticamente todos os lados. Em vários países, recolhemos os dados de centenas de pessoas interessadas em juntar-se ao movimento: 123 na Suécia, 140 na França, 150 na Dinamarca e nada menos que 370 nos EUA! E tudo isto num único dia.
Desfraldando e hasteando a bandeira vermelha do comunismo por todo o mundo. Não há dúvidas que o fizemos. Mas, mais do que isso, por todo o mundo divulgamos as ideias e demonstramos que somente aqui se encontram as respostas que os trabalhadores e a juventude buscam.
Em Madri, na Espanha, e em Varsóvia, na Polônia, nossos camaradas organizaram importantes escolas para debater com aqueles que encontramos nas ruas. Na Itália também, os camaradas realizaram “Festivais Vermelhos” de grande sucesso, em Roma, com a presença de 90 pessoas, e em Milão, com 250.
Em cada vez mais cidades, é impossível ignorar a presença dos comunistas revolucionários – para a alegria de uma crescente camada de jovens comunistas sinceros que buscam se organizar; para o desgosto e consternação dos reformistas e burocratas que permitiram que a tradição do Primeiro de Maio definhasse e se perdesse. Sacudiremos a poeira e revitalizaremos essa tradição. Faremos do Primeiro de Maio um Dia Comunista Novamente!
Áustria
Guerras, inflação em alta novamente, demissões diárias na indústria – diante da realidade capitalista, o Partido Social-Democrata participa com orgulho de um governo de coalizão que promove austeridade e racismo. A esquerda, especialmente o Partido Comunista reformista, não tem respostas – enquanto, ao mesmo tempo, uma verdadeira sede de ideias, de respostas, era sentida pelos jovens que saíram às ruas no Primeiro de Maio.

Nesse contexto, o PCR da Áustria interveio com palavras de ordem ousadas contra o imperialismo e a guerra, atacando nossa própria classe dominante. A resposta que obtivemos foi excelente, com resultados recordes em todos os lugares. Mais de 1.200 jornais foram vendidos. As vendas de literatura em Viena dobraram em comparação com o ano passado. Cerca de € 5.500 em doações para o nosso próximo seminário foram arrecadados. Dezenas de jovens quiseram discutir ideias seriamente e se tornaram contatos importantes. Nossa prioridade agora é dar continuidade ao contato com eles para que em breve se juntem ao PCR.
Participamos de 16 manifestações em 10 cidades, incluindo Lindau, uma cidade alemã na fronteira com a Áustria, onde o organizador divulgou nossa manifestação na cidade austríaca vizinha de Bregenz, com várias pessoas se juntando a ela posteriormente.

A manifestação que iniciamos em Bregenz foi a mais bem-sucedida de sempre, com 130 participantes e um excelente ambiente. Na Caríntia, queremos estabelecer uma tradição de manifestações do Primeiro de Maio e, por isso, convocamos um protesto. Cerca de 30 pessoas ouviram os nossos discursos e debateram conosco.
Em Viena, Graz e Bregenz, realizamos festas de rua que foram um enorme sucesso: camaradas, amigos, simpatizantes e vizinhos vieram debater ideias, cantar canções operárias, comprar livros e desfrutar do programa político e do churrasco.
Austrália
Em meio à guerra do imperialismo americano e israelense contra o Irã, camaradas da Internacional Comunista Revolucionária da Austrália participaram de uma manifestação anti-imperialista do Primeiro de Maio em Melbourne. Em discursos e conversas com os presentes, os camaradas destacaram a cumplicidade da classe dominante australiana na guerra e enfatizaram que somente a classe trabalhadora internacional pode pôr fim ao imperialismo e ao capitalismo de uma vez por todas.

Bélgica
O Primeiro de Maio deste ano foi excepcional para a Organização Comunista Revolucionária. Foi a primeira vez que a seção belga participou das comemorações do 1º de Maio em cinco cidades diferentes: Antuérpia, Ostende, Leuven, Bruxelas e Liège.
As três seções em Bruxelas foram acompanhadas por camaradas de Namur e Mons. Um grupo de camaradas montou uma barraca na FGTB (um evento sindical), enquanto o outro grupo participou de um piquete em frente a uma loja (a Hema) que decidiu abrir no Primeiro de Maio como provocação aos trabalhadores. Após apenas 45 minutos, o gerente local decidiu fechar a loja.
À tarde, os camaradas se reuniram para a manifestação revolucionária da juventude do Primeiro de Maio, juntamente com outras organizações de esquerda. Formamos um bloco comunista, e nossa bandeira trazia a palavra de ordem: “nenhuma guerra, a não ser a guerra de classes!”. Imagens do nosso bloco foram publicadas por um popular veículo de mídia independente.
Nas cinco cidades, os camaradas relataram que o ambiente era muito positivo e combativo. Destacamo-nos durante a marcha, com nossos próprios cânticos comunistas, bandeiras e material político. A capa do nosso jornal – “eles lançam bombas, nós pagamos a conta” – estava em sintonia com o sentimento anti-imperialista.
Em Antuérpia, Ostende, Leuven, Bruxelas e Liège, vendemos nossos jornais – Revolution e Vonk – vários exemplares da revista In Defence of Marxism e livros. Em todas as cidades, encontramos muitas pessoas interessadas em se juntar ao grupo, o que nos aproxima bastante da nossa meta de 100 militantes.
Canadá
O Canadá enfrenta uma crise de identidade enquanto luta para encontrar seu lugar em um mundo em transformação. Ao mesmo tempo, a classe dominante exige sacrifícios severos dos trabalhadores e da juventude para superar o atual impasse do capitalismo canadense.
Em Quebec, a Coalition Avenir Québec passou dois anos atacando os serviços públicos e os direitos dos trabalhadores. Em resposta, os sindicatos de Quebec convocaram uma greve social no Primeiro de Maio. Intervimos nos protestos em Montreal, Quebec e Sherbrooke, argumentando que a austeridade está na ordem do dia, independentemente de qual partido esteja no poder – seja federal ou provincial. Também argumentamos que os trabalhadores precisam de uma direção combativa para desafiar as leis antissindicais que visam nos destruir.
As tradições do Primeiro de Maio no Canadá anglófono permanecem discretas, mas participamos onde pudemos. Em Vancouver, comparecemos a um pequeno comício do conselho sindical com palavras de ordens de destaque como “Sem cortes, sem perdas, expropriar os patrões” e “Nenhuma guerra, a não ser a guerra de classes” – sinais da crescente revolta de classe entre os trabalhadores organizados. Em Toronto, participamos de um churrasco organizado por alguns novos grupos emergentes do movimento estudantil em desenvolvimento em Ontário, onde nossas ideias foram muito bem recebidas.
Em todas as intervenções, nos destacamos com nossas faixas e discursos. Nossas bancas de livros também fizeram muito sucesso. Conhecemos 37 pessoas interessadas em se envolver com o nosso partido e vendemos 616 dólares em literatura.
Um ponto que vale a pena destacar é o crescente interesse pelo comunismo entre estudantes universitários e do ensino médio. Uma universitária que encontramos em uma manifestação declarou estar pronta para começar a construir o PCR e está planejando uma venda de jornais em sua universidade esta semana. Dois adolescentes (de 12 e 13 anos) pegaram um jornal caído e o chamaram de “nosso novo jornal favorito!”.
Também exibimos “A Revolução Não Será Televisionada” – um documentário sobre a tentativa de golpe de Estado na Venezuela em 2002 – e lançamos nosso livro “A Revolução Venezuelana: Uma Análise Marxista“. No Dia Internacional do Trabalhador, destacamos como os trabalhadores e jovens venezuelanos derrotaram a agressão imperialista por meio da luta de classes. Estamos explorando outras maneiras de “Tornar o Primeiro de Maio Comunista Novamente” em cidades de todo o Canadá que não possuem tradições estabelecidas para este dia – fiquem ligados.
Tchecoslováquia
A celebração do Primeiro de Maio do grupo tchecoslovaco ocorreu na capital eslovaca, Bratislava, onde se reuniram cerca de 20 camaradas. Primeiramente, os camaradas visitaram o monumento da primeira celebração do Primeiro de Maio na Eslováquia, em 1890, onde um camarada fez um discurso e foi gravado um vídeo expressando solidariedade a Ehsan Ali.

Depois, nos dirigimos a um local adequado que havíamos alugado, onde realizamos uma discussão sobre perspectivas mundiais, além de uma apresentação e discussão de poesia revolucionária. Em seguida, tivemos um churrasco que se estendeu noite adentro.
Apesar do nosso número relativamente pequeno de participantes, o evento teve uma atmosfera inspiradora e motivadora, com um novo camarada se juntando a nós na hora!
Dinamarca

O Dia Internacional dos Trabalhadores foi um enorme sucesso para nós, do Partido Comunista Revolucionário. Nas cinco maiores cidades da Dinamarca, centenas de camaradas saíram às ruas para transformar o 1º de maio em um verdadeiro dia de luta.
Em Copenhague, em particular, nosso evento, Primeiro de Maio Revolucionário, tem crescido cada vez mais nos últimos anos. Este ano foi o maior até agora. O dia começou com uma marcha pelas ruas da capital, terminando no Fælledparken, onde milhares de pessoas se reuniram para celebrar o dia de luta em nosso comício.

Mas também em Aarhus, a segunda maior cidade do país, era impossível não nos notar. Realizamos ações por toda a cidade desde o início da manhã, marchamos pelas ruas e conversamos com todos que compareceram ao parque onde acontecia a celebração do Primeiro de Maio.

A ascensão do comunismo na Dinamarca também ficou evidente pelas nossas intervenções em Odense, Aalborg e Esbjerg. Por sermos a força comunista mais ativa no dia 1º de maio, fomos destaque em diversos veículos de comunicação importantes.

Nunca antes havíamos entrado em contato com um grupo tão grande de trabalhadores e jovens interessados em nossas ideias revolucionárias no Primeiro de Maio. Nesse mesmo dia, vendemos mais de € 4.500 em material comunista e encontramos mais de 150 pessoas que se inscreveram por estarem interessadas em ingressar no Partido Comunista Revolucionário!
França
As manifestações do Primeiro de Maio deste ano atraíram centenas de milhares de pessoas em toda a França, com a presença de dezenas de milhares de jovens. Nossa seção francesa, Parti Communiste Révolutionnaire (PCR), esteve presente em 13 cidades – Paris, Toulouse, Grenoble, Lyon, Marselha, Nantes, Bourges, Caen, Brest, Lannion, Bordéus, Montpellier e Nîmes – e mobilizou 160 camaradas. Esta foi a nossa maior mobilização até hoje!

Jean-Luc Mélenchon aproveitou a ocasião para lançar sua campanha presidencial com as palavras de ordem “congelamento de preços” e “fazer a Total Energies [uma multinacional francesa de energia] pagar pela crise”. Já enxergando além de seus apelos reformistas por controle de preços e retorno à “ordem internacional baseada em regras”, muitos trabalhadores e jovens radicalizados estavam lá em busca de uma alternativa revolucionária. Contra a inflação e a guerra imperialista, nossa principal palavra de ordem, “Expropriar os especuladores da guerra!”, nos ajudou a conectar com essa camada da sociedade.

Isso se refletiu nas vendas do jornal: vendemos um número recorde de 675 exemplares do jornal Révolution, incluindo 371 somente em Paris. Conhecemos 140 novas pessoas interessadas em se juntar ao PCR.
Finlândia
Na Praça Hakaniemi, em Helsinque, na manhã do Primeiro de Maio, o grupo finlandês da ICR, Vallankumoukselliset Kommunistit (VK, Comunistas Revolucionários), foi mais uma vez o primeiro grupo comunista – ou mesmo de qualquer outro perfil partidário – a chegar ao local às 9h em ponto.

Um segurança perguntou sobre as autorizações, mas com a calma típica dos bolcheviques, negociamos para ficar onde tínhamos montado nossa mesa de livros. A conversa e a venda de literatura eram intensas, à medida que as pessoas começavam a chegar à praça para o início da marcha até a Praça dos Cidadãos, no centro de Helsinque.
Camaradas finlandeses viajaram para Helsinque para as atividades do Primeiro de Maio vindos de Tampere, Turku, Pori, Harjavalta, Kotka e Jyväskylä. Ao todo, quase 20 camaradas finlandeses participaram. Na marcha, nosso bloco era o mais enérgico e possivelmente o mais barulhento, liderando cânticos como “Os trabalhadores, unidos, jamais serão vencidos!”, “Uma solução: revolução!” e “Palestina livre!”. Todos esses cânticos atraíram a atenção positiva dos outros manifestantes.

Com barracas em ambas as extremidades da marcha, os camaradas conseguiram vender material no valor total de € 649,90, um novo recorde. Vendemos 69 jornais, 17 panfletos e 15 livros, além de muitos materiais comunistas.
Em seguida, realizamos uma reunião aberta sobre os métodos de luta da classe trabalhadora. Compareceram seis pessoas interessadas em ingressar no partido, um número recorde, além dos camaradas do VK. A palestra foi de alto nível e gerou um debate animado. Pelo menos duas reuniões com potenciais militantes estão agendadas para a próxima semana.
Em suma, o Primeiro de Maio de 2026 foi um marco para a organização finlandesa e um ensaio geral perfeito para o nosso histórico primeiro congresso anual em meados de maio! Rumo à revolução proletária finlandesa!
Alemanha
O Partido Comunista Revolucionário participou de manifestações do Primeiro de Maio em 18 cidades. Foi a intervenção mais bem-sucedida que já realizamos como seção em um Primeiro de Maio. Coletamos os contatos de mais de 200 pessoas, vendemos quase 600 exemplares do nosso jornal e recebemos € 410 em doações.
Como nossa seção cresceu significativamente nos últimos seis meses e se renovou ainda mais, para muitos camaradas esta foi a primeira intervenção em um Primeiro de Maio – ou a primeira intervenção em geral. No entanto, as seções se prepararam de forma excelente, permitindo que até mesmo os camaradas mais novos interviessem com energia.
Nas cidades onde temos maior presença, como Berlim ou Hamburgo, organizamos grandes blocos. Dezenas de jovens radicalizados foram atraídos para os nossos blocos por nossas palavras de ordem radicais, discursos e presença revolucionária. Em Hamburgo, conseguimos até discursar na linha de frente da manifestação. Mesmo nas tradicionais manifestações sindicais da Confederação Alemã de Sindicatos, o clima entre os jovens era visivelmente mais radical do que nos anos anteriores. Isso muitas vezes facilitou a nossa conexão com eles e a transmissão das nossas ideias.

Resistimos às tentativas dos burocratas da Confederação Alemã de Sindicatos de proibir nossas barracas ou nossas bandeiras e, em várias cidades, tínhamos algumas das barracas maiores e mais visíveis, o que naturalmente atraiu uma grande variedade de pessoas interessadas.
Irlanda
Os Comunistas Revolucionários da Irlanda intervieram no comício sindical do Primeiro de Maio deste ano, em Dublin, juntamente com centenas de outros. Durante a marcha, vendemos 13 jornais e coletamos os contatos de seis pessoas que manifestaram interesse em se juntar à luta pelo comunismo revolucionário na Irlanda.
O aspecto mais marcante do comício deste ano foi o forte contraste entre o espírito combativo de muitos dos que entrevistamos e a brandura das palavras de ordem, discursos e cânticos apresentados pela direção do movimento sindical ao longo da noite.

Os trabalhadores e jovens na Irlanda têm sido fortemente impactados pelo aumento dos preços dos combustíveis e da energia, que ameaçam desencadear uma nova crise do custo de vida, somando-se a anos de aumentos contínuos. Uma luta militante é urgentemente necessária.
O protesto do Primeiro de Maio deste ano ocorreu apenas algumas semanas depois de agricultores e transportadores terem conquistado concessões significativas do governo, empregando táticas militantes, incluindo o bloqueio de importantes estradas e depósitos de petróleo em todo o país. No entanto, em vez de aprender com esses métodos e aplicar táticas semelhantes em prol da classe trabalhadora, a direção sindical tem se concentrado em criticar os protestos e condenar o governo por conceder-lhes essas concessões.
Está cada vez mais claro que os trabalhadores e jovens na Irlanda precisam de uma direção militante e revolucionária. Os Comunistas Revolucionários da Irlanda lutam para construí-la, com o objetivo de desafiar o capitalismo e o imperialismo desde suas raízes.
Itália
Na Itália, participamos das manifestações convocadas pelos sindicatos e organizamos nossos próprios festivais vermelhos.
A maior manifestação aconteceu em Turim, cidade com uma longa tradição de comemoração do Primeiro de Maio. Nessa manifestação, organizamos um bloco bastante militante com uma faixa vermelha bem visível que dizia “Meloni, vá embora. Nossa libertação: Revolução”. Muitos jovens se juntaram a nós.
O mesmo aconteceu em Varese, onde formamos o bloco mais agitado e jovem na manifestação. Em Bolonha, vendemos mais de 100 exemplares do nosso jornal, Rivoluzione. Em Nápoles, participamos de duas manifestações: uma composta por muitos trabalhadores agrícolas migrantes e a outra pelas camadas mais exploradas da classe trabalhadora.

Em Milão e Roma, decidimos organizar festas vermelhas. Em Milão, mais de 250 pessoas compareceram, desfrutando de um churrasco, música e um debate sobre a crise do capitalismo, no qual muitos trabalhadores contribuíram. Durante a festa, foi anunciado que havíamos alcançado a marca de 100 camaradas em Milão! Em Roma, mais de 90 pessoas participaram da nossa confraternização, onde também lançamos o novo formato de nosso jornal o Rivoluzione.
No total, atuamos em cerca de 15 cidades, distribuindo mais de 400 panfletos, arrecadando mais de € 5.000 com material político e alimentação, e coletando os contatos de cerca de 30 pessoas interessadas em se juntar ao partido.

Isso aconteceu logo após nossa intervenção em 25 de abril (aniversário da libertação da Itália do fascismo), quando participamos das manifestações locais e vendemos mais de 1.800 exemplares da revista Rivoluzione, arrecadando mais de € 8.000 com material político e produtos promocionais, além de encontrarmos mais de 60 pessoas interessadas em se organizar com os comunistas. A Semana Vermelha do PCR italiano foi um enorme sucesso!
México
Com um total de 261 camaradas nas ruas em 24 estados, este 1º de maio representou a maior participação em números de militantes e em cidades que interviemos com o Partido Comunista Revolucionário do México (PCR) até o momento.

Apesar de as manifestações não terem sido massivas, o descontentamento de um setor radicalizado da classe trabalhadora se fez presente neste Primeiro de Maio. Destacaram-se, em particular, a palavra de ordem contra o imperialismo americano, reivindicações em defesa de um salário digno e aposentadorias justas, e denúncias sobre a recusa do governo em resolver questões básicas, como a redução imediata da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
Munidos da última edição do nosso jornal – Revolución Comunista – que aborda especificamente a questão do imperialismo, além de outros materiais, nossos camaradas buscaram se conectar com esse sentimento. Eles participaram de manifestações no Primeiro de Maio em 34 cidades do país.
Esta ação fez parte da nossa campanha Maio Vermelho e Proletário, que visava mobilizar e educar os nossos camaradas em todo o país – o nosso partido recrutou mais de 300 comunistas no último ano, e esta foi uma boa oportunidade para os fortalecer em nossas tradições. Foi um sucesso, e os nossos blocos em todo o país estavam vibrantes e jovens.
Holanda
Na Holanda, doze camaradas participaram da manifestação do Primeiro de Maio organizada pela Federação do Movimento Sindical Holandês. Portando faixas e bandeiras, entoamos palavras de ordem contra as políticas de austeridade e militaristas do governo.
A manifestação atraiu 18 mil pessoas, um número muito maior do que nos anos anteriores. Os Países Baixos são um dos poucos países onde o Primeiro de Maio não é feriado, portanto os trabalhadores tiveram que tirar folga. Essa participação expressiva só foi possível devido ao desejo de lutar contra a austeridade.
No início deste ano, Rob Jetten (do Partido Liberal D66) tornou-se primeiro-ministro após derrotar o demagogo de direita Geert Wilders. Enquanto a imprensa burguesa celebrou isso como uma vitória para a política “moderada”, o novo acordo de coalizão revela que as políticas de Jetten pouco diferem das do governo de direita anterior. Seu governo planeja implementar uma política de austeridade em quase todos os setores, com exceção dos gastos militares.
A rejeição ao seu governo ficou evidente na manifestação do Primeiro de Maio em Amsterdã. Milhares entoaram palavras de ordem contra as políticas de austeridade de Jetten e muitos exigiram que o 1º de maio fosse declarado feriado nacional.
Ao final da marcha, montamos uma barraca para vender nossos panfletos e jornais. Lá, tivemos muitas conversas interessantes sobre ideias comunistas e arrecadamos €86 em materiais.
O Primeiro de Maio deste ano revelou claramente o crescente descontentamento da classe trabalhadora holandesa com o capitalismo, o que também se reflete no crescimento do nosso grupo!
Paquistão
O Partido Comunista Revolucionário realizou atividades em mais de 20 cidades do Paquistão, levando a mensagem do comunismo revolucionário às camadas mais avançadas da classe trabalhadora e dos estudantes.
Um cartaz especial foi publicado antes do Primeiro de Maio com o título de que a única solução para acabar com as guerras imperialistas é estabelecer um Estado operário. O cartaz também convocava uma greve geral em todo o país para acabar com a alta dos preços, o desemprego e as privatizações. O cartaz foi afixado em todas as principais áreas industriais do país.
As comemorações do Primeiro de Maio foram realizadas em Karachi, Hyderabad, Chambar e Larkana, em Sindh; Quetta, Loralai, Qilla Abdullah e Gwadar, no Baluchistão; Peshawar, Chakdara e Swat, em Pashtunkhwa; e Lahore, Faisalabad, D.G. Khan, Bhakkar, Jhelum, Kasur, Pattoki e outras cidades do Punjab. Também houve atividades em Rawalakot e outras cidades de Azad Kashmir, bem como em Guilguite.
Em Karachi, uma manifestação foi realizada na área industrial de Landhi, com a participação de um grande número de trabalhadores da General Tyre e de outras indústrias. Paras Jan, do PCR, discursou na manifestação. Em Peshawar, uma manifestação foi realizada na área industrial da cidade, com a participação também de estudantes da Universidade de Peshawar.
Em Jhelum, Adam Pal, do PCR, participou da manifestação de mineiros e trabalhadores industriais de Khewra, organizada pela Federação Trabalhista da Cordilheira do Sal. Trabalhadores da fábrica de carbonato de sódio LCI, da fábrica de cimento Gharibwal, da fábrica de cimento Dandot e mineiros de sal, carvão e gesso da região participaram com entusiasmo, homenageando os mártires de Chicago e prometendo dar continuidade à sua luta.
O Paquistão tem sido um dos países mais afetados pela guerra imposta ao Irã pelo imperialismo americano e israelense. Os preços dispararam nos últimos dois meses, com o preço dos combustíveis subindo mais de 70% e a inflação atingindo 11% em abril, com previsões de um aumento ainda maior em maio. Os salários não foram reajustados e o desemprego está crescendo devido ao fechamento da maioria dos projetos e indústrias ligados à infraestrutura.
A repressão estatal também se intensificou, com qualquer protesto ou greve sendo brutalmente reprimido e qualquer tentativa de organizar trabalhadores ou estudantes sendo rotulada como “antiestado”. Mas os camaradas do PCR estão determinados a continuar a luta dos trabalhadores por melhores condições de vida e pela derrubada do capitalismo.
No Primeiro de Maio, os camaradas do PCR também carregaram faixas em protesto contra a prisão do advogado Ehsan Ali e de outros dirigentes do Comitê de Ação Awami em Guilguite-Baltistão. Eles foram presos sob falsas acusações de terrorismo e estão sob custódia policial há quase dois meses, sem que o julgamento tenha sequer começado. O PCR prometeu continuar essa luta contra a repressão estatal nas próximas semanas, lutando pela libertação de todos os dirigentes presos.
Polônia
Como nos anos anteriores, passamos o Primeiro de Maio e os dois dias seguintes de forma muito ativa. Participamos de marchas organizadas por sindicatos e diversas organizações de esquerda, aproveitando esses eventos para conversar com os participantes e vender nosso jornal. Também realizamos nossa tradicional venda de jornais, que durou várias horas.
No dia 1º de maio, organizamos ainda um protesto em frente à embaixada dos EUA, onde fizemos diversos discursos e entoamos palavras de ordem anti-imperialistas e anticapitalistas em solidariedade aos povos do Irã, da Venezuela, de Cuba – bem como à classe trabalhadora americana.
Os dois dias seguintes foram dedicados à nossa Escola de Maio – o tema deste ano foi “Em Defesa do Comunismo”. Experimentamos um novo formato: apresentações introdutórias mais curtas do que o habitual, com mais tempo reservado para discussão. Graças a isso, conseguimos abordar mais tópicos em cada dia, e a discussão foi mais animada e vibrante do que nunca.
Vendemos 71 ingressos para o evento e arrecadamos 16.781 zlotys (cerca de £3.400), o que significa que, tanto em termos de público quanto de arrecadação, batemos recordes em comparação com o ano passado.
Os camaradas se empenharam muito para que a escola fosse um sucesso, e podemos afirmar com certeza que foi. Os discursos foram de alto nível, abordando temas como desmistificar crenças equivocadas sobre o comunismo, a situação global, a militarização, o imperialismo e a era da República Popular da Polônia. Era palpável o esforço que nossa organização dedicou à educação no período anterior.
Agora precisamos consolidar nossas fileiras, nos conectar com o espírito radical nas ruas e marchar com ousadia!
Portugal
Em Portugal, o Primeiro de Maio está intrinsecamente ligado ao aniversário da revolução, celebrado uma semana antes. No dia 25 de abril, toda a organização saiu às ruas em peso em Lisboa, Porto e Coimbra. As manifestações foram massivas e compostas principalmente por jovens, com centenas de milhares de pessoas nas ruas de Lisboa. Apesar das lamentações dos reformistas sobre a “ascensão do fascismo”, isto demonstra a verdadeira correlação de forças na sociedade portuguesa.
Estávamos munidos da nova edição do nosso jornal, Lições de Abril – a nossa história da revolução portuguesa, escrita por Rui Faustino – e do livro A Ameaça do Fascismo, de Ted Grant. Causamos um forte impacto com as nossas faixas, bandeiras e megafones, bem como com os adesivos que colamos na área.

Enquanto a esquerda oficial transformou o dia 25 de abril numa celebração da democracia burguesa, nós usamos esta data para denunciar o regime capitalista corrupto de Portugal e para reivindicar um novo abril que vá até ao fim, rumo à derrubada do capitalismo.
Este ano, focamo-nos na guerra imperialista e na cumplicidade do governo do PSD no ataque ao Irã – permitindo que Trump utilize uma base aérea nos Açores. Lembrem-se que a revolução portuguesa começou como uma revolta contra a guerra colonial. O nosso lema, que carregamos na capa do jornal, nas faixas e que entoamos nas manifestações, era “contra a guerra imperialista, revolução socialista”.
Nossa intervenção no Primeiro de Maio foi semelhante, com a diferença de que as marchas foram menores e, portanto, os dirigentes sindicais tiveram um controle mais firme sobre as multidões. Em Coimbra, os burocratas sindicais empurraram nossos camaradas para trás das linhas policiais, além da manifestação, um ataque que denunciaremos publicamente. No Porto, os camaradas inicialmente marcharam com o principal contingente da CGTP, mas depois se juntaram a um comício menor da esquerda radical, onde fizeram discursos que foram muito bem recebidos.
Além das manifestações, organizamos três eventos sobre a revolução portuguesa: uma escola de quadros em Coimbra, no dia 11 de abril, e dois lançamentos de livros, um no Porto, no dia 19 de abril, e outro em Lisboa, no dia 29 de abril. Nesses eventos, explicamos nossas ideias sobre a revolução, que nos diferenciavam do restante da esquerda.
Vendemos a maior parte da nossa edição atual do jornal, dezenas de livros e conhecemos muitas pessoas interessadas em se juntar à nossa organização: só no Porto, tivemos sete inscrições pelo site, sem contar as pessoas que conhecemos pessoalmente! Estamos prestes a alcançar 50 camaradas e estamos otimistas de que atingiremos essa marca antes do nosso congresso no final de maio.
Espanha
Camaradas da seção espanhola da ICR, Organização Comunista Revolucionária (OCR), realizaram intervenções em seis cidades neste Primeiro de Maio: Maiorca, Barcelona, Madri, Bilbao, Pamplona e Vitoria-Gasteiz.
Nossa intervenção contou com a participação de 73 camaradas e vendemos mais de 65 exemplares de nossos jornais nos três idiomas: espanhol, basco e catalão. Este é um aumento significativo em relação ao ano passado.
Em cada cidade, nossos camaradas tomaram uma decisão tática sobre onde intervir da melhor forma para se conectar com as camadas mais revolucionárias da juventude, as mais abertas às nossas ideias. Isso porque o movimento operário está muito dividido: na maioria das grandes cidades, houve um protesto principal, organizado pelos dois maiores sindicatos, a UGT e a CCOO, e depois uma marcha alternativa composta pelos sindicatos menores e organizações operárias.
Em Madri, intervimos com 29 camaradas, o nosso maior bloco até então! Para muitos camaradas novos e jovens, esta foi sua estreia em um Primeiro de Maio. Lá, os camaradas decidiram intervir na marcha principal, que contou com a presença de 50 mil pessoas, segundo os organizadores do sindicato CCOO. Distribuímos panfletos convidando os manifestantes para a nossa escola regional no dia seguinte, na qual discutimos a crise do capitalismo e as origens do Estado.
Como em todos os nossos blocos por todo o território espanhol, na frente do nosso bloco havia uma grande faixa com a palavra de ordem “El coste de su guerra que lo pague el capital” (o capital deve pagar o custo de suas próprias guerras), semelhante ao título da capa do nosso jornal. Ao final da marcha, fizemos um breve discurso e cantamos A Internacional. Depois, um grupo de jovens se aproximou para elogiar nossas camisetas comunistas e perguntar sobre nossa organização.
Em Barcelona, 23 camaradas – mais do que o dobro da nossa intervenção no ano passado – formaram um bloco para intervir na manifestação alternativa organizada pelos outros sindicatos. Aqui, a principal palavra de ordem era sobre salários e habitação: “Ni salarys pel terra, ni habitage pels núvols” (Nem salários na terra, nem habitação nas nuvens).

Também houve palavras de ordem contra a implementação de uma nova lei que visa introduzir a presença policial nas escolas. Ao final do protesto, nossos camaradas fizeram um breve discurso, que serviu como um bom exercício para nos ajudar a superar o nervosismo em futuras intervenções. Sindicalistas nos abordaram para comentar o quão surpresos estavam com o nosso rápido crescimento. Nossos camaradas apareceram brevemente na cobertura de um veículo de comunicação nacional.
Em Vitoria-Gasteiz, no País Basco, um pequeno grupo de camaradas se uniu a um bloco com trabalhadores da Saltoki em solidariedade aos trabalhadores da Primafrio, que estão sendo alvo da perseguição patronal. Denunciamos a perseguição dos patrões aos trabalhadores sindicalizados e exigimos a readmissão dos trabalhadores demitidos. Também entrevistamos o representante sindical da Primafrio para o jornal. Os camaradas também intervieram em Bilbao, outra grande cidade do País Basco, onde estamos começando a construir uma presença.
Em Pamplona, camaradas da nossa nova célula, juntamente com camaradas de outras partes do País Basco, reuniram-se cedo para afixar cartazes em pontos estratégicos da cidade. Primeiro, os camaradas foram ao protesto organizado pelo Movimento Socialista, que reuniu membros de toda a região. Em seguida, dirigiram-se a um protesto organizado pelo sindicato basco, Comissões de Trabalhadores Patriotas, para distribuir panfletos e vender o jornal – Zirta, ou Centelha – que agora também produzimos em língua basca.
Suécia
Com uma mensagem abertamente comunista e palavras de ordem que denunciavam o racismo, o imperialismo e o belicismo da classe dominante, o Partido Comunista Revolucionário teve um impacto sem precedentes neste Primeiro de Maio em nove cidades diferentes.
Mais de 150 camaradas – de Estocolmo, Gotemburgo, Malmö, Umeå, Karlstad, Borås, Linköping, Västerås e Växjö – obtiveram um total de 123 contatos de pessoas interessadas em se organizar com o PCR e venderam 657 jornais.
Sempre que possível, combinamos intervenções nas maiores manifestações — organizadas pelo Partido da Esquerda (Left Party) — com comícios e manifestações próprias.
Em Estocolmo, reunimos cem pessoas. Os discursos dos nossos camaradas de Gotemburgo em Järntorget foram os mais concorridos entre os encontros públicos realizados lá. Em Umeå, nosso comício contou com a presença de cerca de 60 participantes, foi o maior comício à esquerda do Partido da Esquerda.
A contínua guinada à direita da direção do Partido da Esquerda gerou grande descontentamento entre seus membros e simpatizantes, e muitos deles, portanto, estão mais abertos ao diálogo conosco.
Em Karlstad, um partido racista promoveu uma provocação. Fomos os únicos a organizar uma contramanifestação.
Cada vez mais pessoas procuram um partido revolucionário. O sucesso do nosso Primeiro de Maio comunista foi um passo importante para nos tornarmos a alternativa revolucionária mais visível na Suécia.
Suíça
No Primeiro de Maio deste ano, dezenas de milhares de pessoas foram às ruas em toda a Suíça. A maior manifestação ocorreu em Zurique, onde 15 mil pessoas participaram sob o lema “Blocchiamo tutto!” (Bloquear tudo!).
O PCR da Suíça esteve presente com 230 camaradas em doze cidades nas três principais regiões linguísticas da república federal – do Ticino à Suíça Oriental. Em Zurique, Berna, Basileia e Genebra, tivemos blocos comunistas nos comícios, que se mostraram ruidosos e visíveis. Nossa palavra de ordem “Abaixo os belicistas e os demagogos de direita – revolução mundial e comunismo!” repercutiu positivamente: vendemos 580 exemplares do nosso jornal Der Kommunist, além de 57 livros e panfletos, e obtivemos o contato de 125 novas pessoas interessadas em se filiar ao partido. Um sucesso estrondoso!
Esse sucesso é resultado da nossa preparação política com o jornal, focada nas questões-chave da guerra e do populismo de direita. Trump e a guerra EUA-Israel contra o Irã estavam na boca de todos, assim como a possível vitória em junho do Partido Popular Suíço de direita, com suas tentativas demagógicas de canalizar a raiva da classe trabalhadora em relação à crise do custo de vida e usá-la contra os imigrantes.
Explicamos que, para lutar contra a guerra e os demagogos de direita, devemos lutar contra toda a classe bilionária e contra o capitalismo como um todo. A classe trabalhadora precisa assumir o controle da sociedade. Para alcançar esse objetivo, estamos construindo o partido revolucionário – e para isso, precisamos de vocês! Essa mensagem teve grande repercussão entre os muitos jovens recém-radicalizados que compareceram aos comícios em busca de respostas convincentes.
Um dos momentos mais marcantes foi a viagem de um jovem que saiu sozinho do interior para Zurique para participar de seu primeiro Primeiro de Maio. Ele visitou todas as organizações presentes na manifestação e acabou optando pelo bloco do PCR, onde conversou por horas com os camaradas e comprou dois livros em nossa barraca. Ele documentou sua jornada em um vlog. Muito inspirador!
EUA
Na esteira do segundo mandato de Trump, da guerra com o Irã e da greve geral de Minneapolis, os Comunistas Revolucionários da América (RCA) previu que este seria o maior Primeiro de Maio nos EUA em décadas. Um sinal dos tempos: Zohran Mamdani foi o primeiro prefeito de Nova York a discursar em uma manifestação do Primeiro de Maio desde Fiorello La Guardia, prefeito na época da Grande Depressão. A pressão popular obrigou a direção sindical a apoiar manifestações em dezenas de cidades – e em quase todas elas, os comunistas estavam presentes.

362 camaradas em mais de 28 cidades intervieram, onde vendemos pelo menos 739 exemplares de “O Comunista“. Os camaradas reuniram 370 contatos de pessoas interessadas em ingressar no RCA e arrecadamos mais de US$ 3.270 em vendas. De costa a costa, os relatos transbordavam o entusiasmo de nossas forças.
Na Filadélfia, um contato veio ao nosso encontro no Primeiro de Maio, dizendo: “Eu sabia que vocês estariam aqui!”. Outra pessoa na Filadélfia se filiou ao partido naquele dia, pagando uma taxa de inscrição de US$ 120. Em Seattle, os membros da base dos sindicatos também se mostraram receptivos às nossas palavras de ordem em prol de um partido dos trabalhadores com independência de classes.

Em diversas cidades, como Boston e Portland, no Oregon, realizamos reuniões públicas no dia seguinte para discutir porque trabalhadores radicalizados deveriam se juntar ao RCA!
Iugoslávia
As comemorações do Primeiro de Maio nas ex-repúblicas iugoslavas não costumam ser muito politizadas e, frequentemente, são organizadas pelas burocracias sindicais de maneira rotineira. O pior exemplo disso ocorreu na Sérvia. Ao contrário do ano anterior, em que os estudantes pressionaram os dirigentes sindicais a organizarem um evento conjunto, neste ano quatro grandes sindicatos organizaram eventos diferentes, fazendo o possível para minar a unidade dos trabalhadores. A energia desses eventos oficiais na Sérvia, assim como na Macedônia, estava claramente ausente.
Apesar disso, a seção iugoslava realizou grandes intervenções, mobilizando cinco células, 15 militantes e cinco simpatizantes em Rijeka, Skopje, Belgrado e Trieste, onde um de nossos camaradas eslovenos uniu forças com a seção italiana. Obtivemos resultados maravilhosos, vendendo 75 exemplares do nosso jornal. Encontramos uma pessoa interessada em se juntar a nós, mas, o que é mais importante, os simpatizantes que estavam conosco ficaram tão inspirados por nossas intervenções que agora estão considerando se tornar militantes.
Nosso destaque especial foi a intervenção na cidade croata de Rijeka, na qual todos os quatro camaradas presentes participaram. O evento lá foi o único organizado no espírito da luta operária, o que definitivamente nos ajudou a deixar nossa marca, com 34 exemplares vendidos do nosso material.
