Se alguém pensou que o revés sofrido pelo imperialismo americano no Irã o impediria de intensificar sua campanha de agressão contra a Revolução Cubana, enganou-se redondamente. Em diversas ocasiões, o presidente Trump indicou que “lidaria” com Cuba depois de terminar com o Irã. Desde a ordem executiva de 29 de janeiro que impôs um bloqueio de petróleo à ilha, Washington tem aumentado a pressão continuamente.
Em 14 de maio, o diretor da CIA, John Ratcliffe, viajou a Cuba para transmitir uma mensagem clara: submetam-se ou sofrerão as consequências. Embora não tenha havido um comunicado oficial dos EUA sobre o encontro (a CIA publicou fotos em suas redes sociais), fontes não identificadas informaram ao Axios, que se tornou o canal preferido de Washington para sinalizações e desinformação, que “Ratcliffe instou as autoridades cubanas a aprenderem com a operação de 3 de janeiro que derrubou Nicolás Maduro na Venezuela” – uma clara ameaça vinda diretamente da escola de diplomacia de Vito Corleone.
Táticas de cerco
Caso a mensagem não tenha ficado clara, o funcionário anônimo da CIA, que preferiu não se identificar, enfatizou que “a janela de oportunidade para negociações com os EUA não permanecerá aberta indefinidamente e que Trump encontrará outra maneira de ‘impor suas linhas vermelhas’ se o diálogo não funcionar”. Essas são táticas mafiosas: gângsteres visitam você para oferecer proteção mediante pagamento; se você se recusar a participar do esquema, eles quebram suas pernas, destroem sua loja ou você acaba crivado de balas.
Em 1º de maio, falando para uma plateia cubano-americana, Trump declarou que gosta de “terminar um trabalho”, caso alguém tivesse se esquecido de suas bravatas sobre “tomar o controle de Cuba”. E acrescentou:
“Na volta do Irã, teremos um de nossos grandes navios, talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo, que virá e vai ancorar a cerca de 100 metros da costa”.
Isso forçaria Cuba a se render, acrescentou:
“Eles dirão: ‘Muito obrigado. Nós nos rendemos.’”
Como alguém disse no início do segundo mandato de Donald, o que o presidente diz não deve ser levado ao pé da letra – um porta-aviões americano não pode fisicamente ficar ancorado a 100 metros da costa – mas ele deve ser levado a sério.
Essas não são apenas bravatas vazias, já que, no mesmo dia, os EUA emitiram outra ordem executiva apertando ainda mais o bloqueio de 60 anos.
As medidas já existentes são tão draconianas que, quando li sobre a nova ordem executiva pela primeira vez, fiquei um pouco cético sobre o que mais os EUA poderiam fazer para aumentar a pressão.
Eu estava enganado. A ordem de 1º de maio é longa e detalhada. Ela fala sobre medidas que afetam qualquer pessoa ligada ao “setor de energia, defesa e materiais relacionados, metais e mineração, serviços financeiros ou segurança da economia cubana”. Como se isso não bastasse, acrescenta: “ou qualquer outro setor da economia cubana”. Não apenas as pessoas diretamente envolvidas nesses setores serão atingidas, como também qualquer pessoa que seja “um membro adulto da família de uma pessoa designada de acordo com esta ordem”!! Talvez Marco Rubio tenha tirado a ideia de punir membros da família da Bíblia novamente, onde Deus pune “os filhos pelo pecado de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam” (Êxodo 20:5), só que Rubio está poupando as crianças da punição.
Dando continuidade à linha de sanções extraterritoriais dos EUA contra Cuba, a ordem de 1º de maio ameaça instituições financeiras estrangeiras que prestem serviços a pessoas designadas pelos EUA – e presumivelmente a seus parentes adultos! – com sanções e confisco de bens! Não se trata apenas de palavras em um pedaço de papel. No passado, os EUA já aplicaram multas bilionárias a instituições financeiras europeias por facilitarem transações com Cuba.
Uma semana depois, Marco Rubio emitiu outra declaração designando especificamente a empresa cubana GAESA e a joint venture cubano-canadense de mineração de níquel Moa Nickel SA como parte dessas sanções. Imediatamente, a mineradora canadense Sherritt, envolvida na joint venture, anunciou o fim de suas operações em Cuba.
O bloqueio dos EUA a Cuba não funciona apenas instruindo empresas sediadas nos EUA sobre o que elas podem ou não fazer, mas estende seu alcance a empresas em terceiros países, que precisam cumprir as instruções dos EUA se quiserem continuar fazendo negócios nos Estados Unidos ou com os Estados Unidos.
Venezuela 2.0?
Enquanto isso, como relatado pela CNN em uma investigação detalhada, Washington aumentou drasticamente os voos de coleta de informações com aviões e drones desde o início do ano. “Os voos são notáveis não apenas pela proximidade com a costa, o que os coloca dentro do alcance da coleta de informações, mas também pela repentina aparição – antes de fevereiro, voos tão visíveis ao público eram extremamente raros nessa área – e pelo momento em que ocorreram”, diz o artigo.
Além disso, essas missões de espionagem estão sendo conduzidas pública e abertamente:
“Isso ocorre apesar de as aeronaves envolvidas serem capazes – caso assim o desejem – de mascarar sua presença desligando seus transmissores de localização, o que levanta a questão de se os EUA estão deliberadamente sinalizando a presença dessas aeronaves a seus adversários.”
Este é exatamente o mesmo modus operandi usado antes do ataque à Venezuela em 3 de janeiro, que foi precedido por semanas de voos de espionagem provocativos e coleta de informações conduzida publicamente.
Por um lado, essas ações são uma forma de exercer pressão e chantagem, para mostrar que as declarações de Trump não são apenas uma ameaça vazia. É por isso que são conduzidas abertamente. Mas não devemos esquecer que, no caso da Venezuela, essas operações de coleta de informações desempenharam um papel importante quando os EUA finalmente decidiram atacar. Os EUA tinham uma ideia precisa da localização e da capacidade dos sistemas de defesa aérea, que puderam desativar, etc.
É improvável que os EUA desejem realizar uma invasão terrestre completa de Cuba. Isso encontraria forte resistência, seria difícil de sustentar a longo prazo e resultaria em custosas perdas de soldados. A opção preferida de Trump e Rubio é alcançar seus objetivos – a submissão de Cuba aos ditames imperialistas dos EUA – por meio da combinação de ameaças militares e asfixia econômica.
O bloqueio do petróleo foi complementado por uma agressiva campanha de pressão sobre países do Caribe e da América Central (e até mesmo da Itália) para interromper as missões médicas cubanas, que representam uma importante fonte de renda para a ilha.
As semelhanças entre a atual escalada imperialista contra Cuba e aquela contra a Venezuela antes do ataque de 3 de janeiro são impressionantes. No mesmo dia em que a CIA desembarcou em Havana, a CBS News noticiou que um promotor em Miami estava preparando uma acusação contra Raúl Castro, o ex-presidente cubano de 94 anos. Da mesma forma que acusaram Maduro e o restante da liderança venezuelana de crimes imaginários, agora afirmam que os líderes cubanos estão envolvidos em “crimes econômicos, drogas, crimes violentos e violações relacionadas à imigração”. A lista soa como uma confissão dos métodos usados pelo imperialismo americano para lidar com seus inimigos!
Segundo a CBS News:
“Jason Reding Quiñones, procurador dos EUA para o Distrito Sul da Flórida, está trabalhando com autoridades de agências federais e locais de aplicação da lei e com o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro para estabelecer um novo grupo de trabalho para processar cubanos.”
Contudo, tal como no caso da Venezuela, as ameaças militares tornam-se inúteis se criarem a ideia de que não serão seguidas de ações concretas. Uma campanha de ataques direcionados (e sabemos o que “direcionado” significa para o imperialismo americano, tendo em conta o massacre de mais de 160 meninas em Minab, no Irã), ataques de decapitação, sequestros de figuras proeminentes e ataques à infraestrutura não podem ser descartados se Trump se sentir incapaz de atingir os seus objetivos por outros meios.

Ao mesmo tempo em que emite ameaças públicas, declarações provocativas e exerce pressão econômica, Washington comunica suas intenções diretamente à liderança cubana. Houve encontros no México, com Marco Rubio em São Cristóvão durante a cúpula da CARICOM em fevereiro. Depois, em 10 de abril, uma delegação do Departamento de Estado americano visitou Havana pela primeira vez desde o degelo nas relações com Obama. Agora, temos o diretor da CIA fazendo uma ameaça clara.
Do lado cubano, quem conduz diretamente as negociações com os EUA é Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, apesar de não ocupar nenhum cargo oficial de alto escalão no Partido Comunista Cubano nem no Estado. O imperialismo americano o considera um homem com quem pode negociar.
A situação é crítica. A chegada de um petroleiro russo carregando 700 mil barris de petróleo no final de março proporcionou um alívio temporário a Cuba. Esse alívio, porém, chegou ao fim. Em 13 de maio, o Ministro de Minas e Energia de Cuba anunciou que o fornecimento russo havia se esgotado completamente e que não havia mais nada disponível. Agora, os apagões na capital podem durar até 20 ou 22 horas.
A falta de combustível levou diversas companhias aéreas estrangeiras a cancelar voos para a ilha, privando Cuba da tão necessária receita do turismo, principalmente do Canadá. A instalação de painéis solares trouxe algum alívio, mas seu impacto é limitado.
De qualquer forma, o objetivo dos Estados Unidos é duplo: destruir a revolução cubana, que ousou abolir o capitalismo e desafiar o imperialismo americano a 145 quilômetros da costa da Flórida, e também eliminar a influência de seus adversários (China e Rússia) do que consideram ser seu próprio quintal.
Casus Belli
Ao tentar justificar a mais recente rodada de medidas contra a economia cubana, Marco Rubio disse: “Essas pessoas no poder não são apenas economicamente incompetentes”. O falastrão Secretário de Estado tem a audácia de falar em incompetência econômica quando os EUA estão usando toda a sua força para sabotar a economia cubana! É como amarrar as pernas de um homem, vendar seus olhos, bater em sua cabeça e depois declarar em voz alta: “Ele é absolutamente inútil numa prova de 100 metros rasos!”
Mas a acusação mais importante feita por Rubio foi para sustentar a alegação infundada de que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA:
“Eles estenderam o tapete vermelho para que adversários dos Estados Unidos operem em território cubano contra nossos interesses nacionais com impunidade. Não vamos permitir que um aparato militar, de inteligência ou de segurança estrangeiro opere impunemente a 145 quilômetros da costa dos Estados Unidos.”
Essas alegações devem ser encaradas com o mesmo espírito de quando Colin Powell nos disse que o Iraque possuía armas de destruição em massa (o que não era verdade) e quando Trump insistiu que o presidente venezuelano Nicolás Maduro era o chefe do inexistente Cartel de los Soles (os EUA posteriormente retiraram a alegação da acusação oficial).
ssas são apenas acusações inventadas, usadas para oferecer uma aparência de justificativa para a agressão imperialista. Um dia são bases russas em Cuba, no dia seguinte são bases chinesas. Se você quiser procurar bases militares estrangeiras em Cuba, pode começar pela Baía de Guantánamo, onde os EUA mantêm uma instalação militar que usam para deter ilegalmente cidadãos estrangeiros sequestrados ilegalmente de seus países!
Marco Rubio não hesita em mentir. Ele chegou ao ponto de negar que os EUA estivessem impondo um bloqueio de petróleo a Cuba, quando é exatamente isso que a ordem executiva de 29 de janeiro faz.
Uma coisa é certa: os Estados Unidos arrogam para si o direito de decidir quais países podem investir em todo o continente americano, que consideram seu quintal. Isso está claramente expresso no chamado “Corolário Trump” do recente documento da Estratégia de Segurança Nacional dos EUA:
“Negaremos a concorrentes de fora do Hemisfério a capacidade de posicionar forças ou outras capacidades ameaçadoras, ou de possuir ou controlar ativos estrategicamente vitais, em nosso Hemisfério.”
Certamente, esse era um objetivo crucial do ataque à Venezuela em 3 de janeiro. Nas palavras de Marco Rubio: “Não precisamos do petróleo da Venezuela. Temos petróleo de sobra nos Estados Unidos. O que não vamos permitir é que a indústria petrolífera da Venezuela seja controlada por adversários dos Estados Unidos”, citando China, Rússia e Irã.

Cuba possui alguns depósitos de terras raras e minerais críticos (incluindo níquel e cobalto), o que seria uma vantagem adicional caso os EUA assumissem o controle. No entanto, a questão mais importante é que se trata de um país vizinho dos Estados Unidos que mantém estreitas relações comerciais e políticas com a China e a Rússia. Do ponto de vista do imperialismo americano, isso não pode ser permitido.
A chantagem imperialista já forçou Cuba a fazer concessões. Novas regulamentações sobre investimento estrangeiro concedem mais direitos aos cubano-americanos para investir diretamente na ilha. Embora impeçam o governo cubano de importar petróleo, os EUA permitem que empresas privadas em Cuba importem combustível, desde que não seja revendido a entidades estatais (hospitais, usinas de energia elétrica, etc.). Agora, o governo cubano, com escassez de suprimentos, foi forçado a permitir que empresas privadas revendam combustível para indivíduos privados.
Todas essas medidas seguem na mesma direção: a dissolução da já fragilizada economia planificada estatal, estabelecida pela revolução cubana de 1959-62, por meio da expropriação do capitalismo e da propriedade imperialista.
Cinicamente, Marco Rubio “ofereceu” a Cuba US$ 100 milhões em ajuda humanitária, desde que não seja distribuída pelo governo. Isso é como ser esfaqueado no estômago por um bandido armado com uma faca, que em seguida lhe oferece um pedaço de gaze para estancar o sangramento.
Os Estados Unidos estão orquestrando uma crise econômica colossal. Em 2025, a economia cubana contraiu entre 1,5% e 4%, segundo diferentes estimativas. Desde 2019, despencou mais de 20%. Em 2026, a queda poderá ser ainda maior, entre 6,5% e 14%. Os Estados Unidos estão impondo um cerco medieval para sufocar a revolução cubana e forçá-la à submissão.
O fato de o imperialismo americano estar sendo humilhado no Irã não torna a situação menos perigosa para a revolução cubana. Na verdade, o oposto pode ser verdadeiro. Washington pode calcular que Cuba seria uma vitória de política externa mais fácil de alcançar, o que certamente é muito importante para Marco Rubio e para a poderosa máfia cubano-americana em Miami. Se isso fosse possível, ajudaria Trump nas eleições de meio de mandato e seria um passo importante rumo à “Doutrina Donroe”, que visa a dominação estadunidense de todo o continente. A Nicarágua provavelmente seria o próximo alvo.
Restauração capitalista?
Nessas condições, será que uma parte da liderança cubana consideraria fazer um acordo com os Estados Unidos, sob coação? Há quinze anos, Cuba embarcou em um processo de reformas pró-mercado. Esse processo se acelerou nos últimos sete anos sob a pressão da intimidação e do bloqueio econômico dos EUA.
Pequenas e médias empresas privadas estão prosperando em Cuba. Embora setores-chave da economia permaneçam sob controle estatal, o setor privado emprega cerca de 40% dos trabalhadores, representa 55% de todas as vendas no varejo e importa mercadorias no valor de US$ 1 bilhão. A existência de pequenas e médias empresas privadas não seria necessariamente um problema em si em uma economia planificada. Mas estamos falando aqui de uma economia planificada estatal muito frágil, sujeita a 60 anos de um bloqueio brutal e criminoso. Por trás do setor privado cubano, está a poderosa força do mercado mundial e da classe capitalista cubano-americana em Miami. Essas são forças extremamente poderosas que atuam como um fator de dissolução da economia planificada – que é o alicerce sobre o qual repousam todas as conquistas da revolução.

Com o enfraquecimento da economia planificada, que se acelerou desde a reforma monetária de 2018, temos assistido ao rápido crescimento da desigualdade, da pobreza e da miséria, fenômenos que a revolução cubana havia erradicado ou reduzido significativamente. O cartão de racionamento, que distribuía alimentos subsidiados, está sendo progressivamente abolido. O cuidado com idosos foi privatizado. Há mendigos nas ruas, alguns deles crianças. As maravilhas do livre mercado capitalista estão cada vez mais presentes em Cuba.
Parentes e amigos de altos funcionários já estão envolvidos em negócios privados, e o povo se pergunta: “De onde veio o dinheiro?”. Assim como aconteceu na União Soviética, alguns burocratas estatais e diretores de empresas desejarão se tornar proprietários privados das empresas que administram, em vez de simplesmente ocupar cargos gerenciais.
Devemos alertar que a própria existência da burocracia, o fato de que os trabalhadores comuns em Cuba não estão direta e decisivamente envolvidos na gestão da economia e da política, é um fator que tem minado a revolução. Para muitos, a liderança perdeu toda a autoridade e é vista como incapaz de oferecer um caminho a seguir e sem uma estratégia clara.
Defender a Revolução Cubana!
Ainda existem grandes reservas de apoio à revolução cubana, especialmente diante da ameaça de agressão militar estrangeira, como demonstrado pela mobilização massiva do Dia do Trabalho.
Recentemente, uma série de publicações contrarrevolucionárias, financiadas pelo imperialismo americano, realizou uma suposta “pesquisa” com o povo cubano. Toda a premissa era falha, pois não havia como controlar quem participava (inclusive eu, que participei dela quatro vezes), não havia como obter uma amostra representativa, sem mencionar o fato de que todas as perguntas eram claramente tendenciosas.
O resultado era previsível: 80% a favor da “democracia capitalista liberal” e mais de 60% a favor da intervenção militar dos EUA para alcançá-la. Mas mesmo nesta pesquisa – com uma amostra claramente contra revolucionária da população – havia um detalhe interessante. Quando questionados sobre o que deveria ser mantido e o que deveria ser descartado em uma “transição”, mesmo entre esses reacionários, mais de 70% disseram que queriam manter a saúde e a educação gratuitas e 68% queriam manter a “soberania e a independência”. Como alguém pode manter a soberania enquanto exige uma intervenção militar estrangeira é um mistério, mas esses resultados revelam, de forma ainda que discreta, o impacto das conquistas da revolução na consciência do povo cubano.
É claro que a conclusão da restauração capitalista em Cuba significaria, necessariamente, a destruição completa das conquistas da revolução, incluindo saúde e educação gratuitas. Acima de tudo, significaria o fim da soberania e da independência. Cuba se tornaria um país como o Haiti ou Porto Rico. Voltaria a ser o que era antes da Revolução de 1959: uma ilha de Epstein, um paraíso para a máfia, repleto de bordéis e cassinos, dominado por multinacionais americanas, com a maioria da população vivendo na pobreza, enfrentando desemprego, superlotação e miséria.
É, portanto, urgente e necessário defender a Revolução Cubana. Seu destino será decidido, em última instância, na arena da luta de classes internacional. Os trabalhadores e a juventude do Brasil, da Colômbia e, sobretudo, do México têm o dever de lançar uma poderosa campanha contra o imperialismo americano para forçar seus próprios governos a romperem com sua cumplicidade – por meio da inação – com o bloqueio petrolífero dos EUA. Os trabalhadores e a juventude dos Estados Unidos têm o dever de se mobilizar contra seu próprio governo imperialista e derrotar suas políticas, da mesma forma que fizeram em Minneapolis com o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA).
A Revolução Cubana só pode ser defendida por meios revolucionários, em Cuba e, sobretudo, internacionalmente. A Internacional Comunista Revolucionária, em todo o mundo, está na linha de frente da campanha em defesa da Revolução Cubana, que, em última análise, não pode sobreviver se permanecer isolada.
